Lembrei que um dia fui eterno

Almejava o infinito

Nos rascunhos descrevia os sorrisos

Deixei guardado para presentear

De todas aquelas bocas provadas

Ainda me lembro bem

Das paixões, das dores…. Não me deixo abalar

De anjo a demônio

Hoje um humano mais que comum

Recordo para não se sentir só

Distraio minha solidão com fotografias

Eterno fui…. Feliz? Nem tanto

Faz esquecer minha mortalidade

No caderno velho descrevo memórias

Um irmão gêmeo que criei

Que abraço devagar

Saudades de quando era imortal

 

Mateus H.

 

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