Do alto do Viaduto do Chá

Observo o transito de pessoas …

Pretas, brancas, laranjas, negras, pardas, roxas, amarelas, azuis  …

Correndo rumo aos particulares

Aparentemente não se dão conta da existência de semelhantes

Hipnotizadas, pelo ego, afobações e atrasos …

Atentamente vejo os cenhos recém amanhecidos

Retribuindo meu observar, passam rápidos olhares sobre mim

Me questiono – O que pensam? O que sentem ?

Devem me fazer a mesma indagação ? Ou não ?

Sou mais um dos aglomerados das oito

O ato de observar permite ser observado

No centro de São Paulo

Observar e ficar entediado

Mateus H.

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