Enterrei a adaga no seu peito olhando nos olhos verdes e expressivos, senti prazer no ato sádico e cruel … Beijei seus lábios como gesto de apreciação… Enfraquecida não conseguia falar… Apenas tentava segurar com firmeza o meu rosto, que sentiu sua forte vontade de viver … Percebi o coração atropelar os batimentos, querendo me vencer … Coloquei mais força para não deixar no agonizante sofrer … Escorreu no rosto níveo sua última lágrima, que nela continha sua alma … Restou nos meus braços, o corpo álgido e esmorecido com a adaga, arraigada no pomo. Acabou! Não havia nada para fazer …. Tive tamanha satisfação …. Mas percebi que a saciedade do cometido, era apenas passageira…

Mateus H.

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